quarta-feira, 30 de outubro de 2013

SEMANA DA REFORMA PROTESTANTE

O QUE FOI A REFORMA? E O QUE SE É LEMBRADO OU MESMO CELERADO.

Desde a ultima segunda-feira (28/10) está sendo comemorado na cidade de Almino Afonso-RN, a chamada semana da reforma Protestantes, projeto e ideia iniciais dos Missionários José Helio (IPB) e do Missionário Ricardo (Igreja Congregacional da União), buscavam resgatar a historia de um dos grandes acontecimentos da vida da Igreja do Senhor. Mais a Ideia dos amados na época, não foi bem recebida por alguns, no entanto, com muita dedicação e esforço fizeram o evento no qual participaram todas as igrejas evangélicas da cidade Batista, Assembleia de Deus, Assembleia de Deus do Bom Retiro, IPB, Rocha Eterna, Igreja de Cristo, Congregacional, Igreja da Graça. mais ambos foram deslocados da cidade no ano seguinte, deixando assim o projeto iniciado a merce de outros.
Nos últimos quatro anos o que temos visto e uma disputa para ver quem lidera quem, ficado assim o próprio evento comprometido, neste ano mais especificamente muitos dos que estão assistindo aos trabalhos realizados não sabem dizer o que foi, ou porque ocorreu a famosa reforma. Pois bem, vamos ver aqui o que oi a Reforma Protestante um dos mais importantes eventos dos últimos seculos.


A Pré-Reforma foi o período anterior à Reforma Protestante no qual se iniciaram as bases ideológicas que posteriormente resultaram na reforma iniciada por Martinho Lutero.
A Pré-Reforma tem suas origens em uma denominação cristã do século XII conhecida como Valdenses, que era formada pelos seguidores de Pedro Valdo, um comerciante de Lyon que se converteu ao Cristianismo por volta de 1174. Ele decidiu encomendar uma tradução da Bíblia para a linguagem popular e começou a pregá-la ao povo sem ser sacerdote. Ao mesmo tempo, renunciou à sua atividade e aos bens, que repartiu entre os pobres. Desde o início, os valdenses afirmavam o direito de cada fiel de ter a Bíblia em sua própria língua, considerando ser a fonte de toda autoridade eclesiástica. Eles reuniam-se em casas de famílias ou mesmo em grutas, clandestinamente, devido à perseguição da Igreja Católica Romana, já que negavam a supremacia de Roma e rejeitavam o culto às imagens, que consideravam como sendo idolatria.4
No seguimento do colapso de instituições monásticas e da escolástica nos finais da Idade Média na Europa, acentuado pelo Cativeiro Babilônico da igreja no papado de Avinhão, o Grande Cisma e o fracasso da conciliação, se viu no século XVI o fermentar de um enorme debate sobre a reforma da religião e dos posteriores valores religiosos fundamentais.
No século XIV, o inglês John Wycliffe,5 considerado como precursor da Reforma Protestante, levantou diversas questões sobre controvérsias que envolviam o Cristianismo, mais precisamente a Igreja Católica Romana. Entre outras idéias, Wycliffe queria o retorno da Igreja à primitiva pobreza dos tempos dosevangelistas, algo que, na sua visão, era incompatível com o poder político do papa e dos cardeais, e que o poder da Igreja devia ser limitado às questões espirituais, sendo o poder político exercido pelo Estado, representado pelo rei. Contrário à rígida hierarquia eclesiástica, Wycliffe defendia a pobreza dos padres e os organizou em grupos. Estes padres foram conhecidos como "lolardos". Mais tarde, surgiu outra figura importante deste período: Jan Huss. Este pensador tcheco iniciou um movimento religioso baseado nas ideias de John Wycliffe. Seus seguidores ficaram conhecidos como Hussitas.

No início do século XVI, o monge alemão Martinho Lutero, abraçando as idéias dos pré-reformadores, proferiu três sermões contra asindulgências em 1516 e 1517. Em 31 de outubro de 1517 foram pregadas as 95 Teses na porta da Catedral de Wittenberg, com um convite aberto ao debate sobre elas.22 Esse fato é considerado como o início da Reforma Protestante.23
Martinho Lutero, aos 46 anos de idade.
Essas teses condenavam a "avareza e o paganismo" na Igreja, e pediam um debate teológico sobre o que as indulgências significavam. As 95 Teses foram logo traduzidas para o alemão e amplamente copiadas e impressas. Após um mês se haviam espalhado por toda a Europa.24
Após diversos acontecimentos, em junho de 1518 foi aberto um processo por parte da Igreja Romana contra Lutero, a partir da publicação das suas 95 Teses. Alegava-se, com o exame do processo, que ele incorria em heresia. Depois disso, em agosto de 1518, o processo foi alterado para heresia notória.25 Finalmente, em junho de 1520 reapareceu a ameaça no escrito "Exsurge Domini" e, em janeiro de 1521, a bula "Decet Romanum Pontificem" excomungou Lutero. Devido a esses acontecimentos, Lutero foi exilado no Castelo de Wartburg, em Eisenach, onde permaneceu por cerca de um ano. Durante esse período de retiro forçado, Lutero trabalhou na sua tradução da Bíblia para o alemão, da qual foi impresso o Novo Testamento, em setembro de 1522.26
Extensão da Reforma Protestante na Europa.
Enquanto isso, em meio ao clero saxônio, aconteceram renúncias ao voto de castidade, ao mesmo tempo em que outros tantos atacavam os votos monásticos. Entre outras coisas, muitos realizaram a troca das formas de adoração e terminaram com as missas, assim como a eliminação das imagens nas igrejas e a ab-rogação do celibato. Ao mesmo tempo em que Lutero escrevia "a todos os cristãos para que se resguardem da insurreição e rebelião". Seu casamento com a ex-freira cisterciense Catarina von Bora incentivou o casamento de outros padres e freiras que haviam adotado a Reforma. Com estes e outros atos consumou-se o rompimento definitivo com a Igreja Romana.27 Em janeiro de 1521 foi realizada a Dieta de Worms, que teve um papel importante na Reforma, pois nela Lutero foi convocado para desmentir as suas teses, no entanto ele defendeu-as e pediu a reforma.28 Autoridades de várias regiões do Sacro Império Romano-Germânico pressionadas pela população e pelos luteranos, expulsavam e mesmo assassinavam sacerdotes católicos das igrejas,20 substituindo-os por religiosos com formação luterana.21
Toda essa rebelião ideológica resultou também em rebeliões armadas, com destaque para a Guerra dos camponeses (1524-1525). Esta guerra foi, de muitas maneiras, uma resposta aos discursos de Lutero e de outros reformadores. Revoltas de camponeses já tinham existido em pequena escala em Flandres (1321-1323), na França (1358), na Inglaterra (1381-1388), durante as guerras hussitasdo século XV, e muitas outras até o século XVIII. A revolta foi incitada principalmente pelo seguidor de Lutero, Thomas Münzer,21 que comandou massas camponesas contra a nobreza imperial, pois propunha uma sociedade sem diferenças entre ricos e pobres e sem propriedade privada,21 Lutero por sua vez defendia que a existência de "senhores e servos" era vontade divina,21 motivo pelo qual eles romperam,29 sendo que Lutero condenou Münzer e essa revolta.30
O Muro dos Reformadores. Da esquerda à direita, estátuas deGuilherme Farel, João Calvino,Teodoro de Beza e John Knox.
Em 1530 foi apresentada na Dieta imperial convocada pelo Imperador Carlos V, realizada em abril desse ano, a Confissão de Augsburgo, escrita por Felipe Melanchton 31 com o apoio da Liga de Esmalcalda. Os representantes católicos na Dieta resolveram preparar uma refutação ao documento luterano em agosto, a Confutatio Pontificia (Confutação), que foi lida na Dieta. O Imperador exigiu que os luteranos admitissem que sua Confissão havia sido refutada. A reação luterana surgiu na forma da Apologia da Confissão de Augsburgo, que estava pronta para ser apresentada em setembro do mesmo ano, mas foi rejeitada pelo Imperador. A Apologia foi publicada por Felipe Melanchton no fim de maio de 1531, tornando-se confissão de fé oficial quando foi assinada, juntamente com a Confissão de Augsburgo, em Esmalcalda, em 1537.
Ao mesmo tempo em que ocorria uma reforma em um sentido determinado, alguns grupos protestantes realizaram a chamada Reforma Radical. Queriam uma reforma mais profunda. Foram parte importante dessa reforma radical os Anabatistas, cujas principais características eram a defesa da total separação entre igreja e estado e o "novo batismo"  (que em grego é anabaptizo).
Enquanto na Alemanha a reforma era liderada por Lutero, Na França e na Suíça a Reforma teve como líderes João Calvino e Ulrico Zuínglio.
João Calvino foi inicialmente um humanista. Foi integrante do clero, todavia não chegou a ser ordenado sacerdote romano. Depois do seu afastamento da Igreja romana, este intelectual começou a ser visto como um representante importante do movimento protestante.36 Vítima das perseguições aoshuguenotes na França, fugiu para Genebra em 1533 37 onde faleceu em 1564Genebra tornou-se um centro do protestantismo europeu e João Calvino permanece desde então como uma figura central da história da cidade e da Suíça. Calvino publicou as Institutas da Religião Cristã,38 que são uma importante referência para o sistema de doutrinas adotado pelas Igrejas Reformadas.39
Os problemas com os huguenotes somente concluíram quando o Rei Henry IV, um ex-huguenote, emitiu o Édito de Nantes, declarando tolerância religiosa e prometendo um reconhecimento oficial da minoria protestante, mas sob condições muito restritas. O catolicismo romano se manteve como religião oficial estatal e as fortunas dos protestantes franceses diminuíram gradualmente ao longo do próximo século, culminando na Louis XIV do Édito de Fontainebleau, que revogou o Édito de Nantes e fez de Roma a única Igreja legal na França. Em resposta ao Édito de Fontainebleau, Frederick William de Brandemburgo declarou o Édito de Potsdam, dando passagem livre para franceses huguenotes refugiados e status de isenção de impostos a eles durante 10 anos.
Ulrico Zuínglio foi o líder da reforma suíça e fundador das igrejas reformadas suíças. Zuínglio não deixou igrejas organizadas, mas as suas doutrinas influenciaram as confissões calvinistas. A reforma de Zuínglio foi apoiada pelo magistrado e pela população de Zurique, levando a mudanças significativas na vida civil e em assuntos de estado em Zurique, 

Mais a reforma não foi apenas o que esta descrito nesta matéria, foi também a volta da Igreja a Palavra de Deus e a obediência irrestrita ao Senhorio de Nosso Senhor Jesus, nos tempos de Lutero, Zuínglio e Calvino havia um anseio pela palavra de Deus e um desejo por adorar ao criador em sua essência, não apenas pelo que Ele fazia ou poderia fazer, mais simplesmente por seu Ser como escrito, "Disse Deus a Moisés: (“Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês”. Ex. 3:14), este mesmo desejo deveria esta no seio da Igreja de nossos dias, mais a realidade anda bem distante disso, visto que nem mesmo uma das mais belas historia de arrependimento e retorno aos princípios bíblicos de serviço, adoração e louvor ao nome do Senhor, claro que houve momentos de erros, enganos teológicos, e mesmo violência, mais vale lembrar que período histórico era ele, medieval, o que nos é importante mesmo é o que DEUS estava realizando através daqueles homens do Sec. XVI, um grande retorno do culto que agradava ao soberano Senhor, assim ficamos nós entusiasmados ao ler, ou mesmo lembrar de fatos ocorridos naquele período que outrora estava obscuro pelos desejos tenebrosos do coração humano, mais como sempre o Senhor tinha reservado os seus que não se acomodara a sua sociedade apodrecida, mais foram instrumentos preciosos para o retorno as Sagradas Letras.
cont...

Nenhum comentário:

Postar um comentário