PURIM

Purim é uma das oportunidades em
que o bom humor da comunidade sobe ao nível mais alto. Os acontecimentos que
esta festa relembra tiveram um curso tão inesperadamente favorável que a sua
simples recordação já tem efeito contagioso e produz nos judeus de todos os
tempos o mesmo trasbordamento de júbilo que em sua época provocaram esses
episódios entre os judeus de Pérsia.
Purim, celebrado em 14 de Adar,
comemora um episódio da vida hebraica na Pérsia, e sua heroína é Ester, esposa
do rei Assuero. De extraordinária beleza, esta jovem cativara o monarca, que,
ignorando sua origem judaica, a desposara. Ester se mantinha contudo, fiel a
sua fé, graças a direção espiritual que sobre ela exercia seu tio Mordechai. Em
virtude da denúncia de uma conspiração, Mordechai chegara a gozar da intimidade
do rei, conquistando para si, assim, a inimizade e a inveja do primeiro
ministro Haman. Para desfazer-se do judeu que detestava, não achou Haman melhor
meio que despertar no rei a desconfiança contra esse povo espalhado e dividido
entre todos os povos, cujas leis são diferentes das dos demais e obteve a
autorização para fazer exterminar todos os judeus do reino num dia que se
escolheria por sorte, e que veio a ser o 13 de Adar.
Foi quando a intervenção de Ester
salvou o seu povo. Induzida por Mordechai, revelou ao rei sua condição de judia
e conseguiu a anulação do decreto fatal. Mas, não pararam aí as coisas: como
uma vingança sarcástica, ordenou o monarca que o maléfico ministro fosse
pendurado na mesma forca que preparara para o judeu Mordechai, e que todos os
sequazes de Haman fossem, igualmente executados.
Purim tem seu nome da palavra Pur, que significa sorte, pois,
por sorteio escolhera Haman o dia em que haviam de cumprir seus sinistros
desígnios.
2. COSTUMES - A MEGUILÁ - CELEBRAÇÃO RELIGIOSA
A Meguilá
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A história de Ester é relatada num livro da Bíblia, e
aparece inscrita num rolo separado, a Meguilá,
cuja leitura faz parte do cerimonial religioso de Purim.
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Não se acha especificada a data
exata em que ocorreram esses fatos, porém, tratando-se de uma época em que os
judeus constituíam uma minoria disseminada pelo reino persa, pode ser situada
no século V anterior à era atual.
Figura notável do relato é a de
Mordechai, judeu austero que conserva impoluta sua fé, apesar de viver na
corte. Favorecido pela boa vontade do rei, não sonha, por um momento sequer,
fazê- la valer em seu próprio benefício. Junto à sua sobrinha, serve- lhe de
mentor espiritual e mantém desperta a sua consciência judaica. Não a deixa
esmorecer ante o perigo e, a todo risco, obriga-a empreender a salvação de seu
povo.
De todos os livros da Bíblia, é
este o único em que não aparece escrito o nome de Deus. Talvez resida a razão
desse curioso detalhe em que, sendo um livro que incita à resistência e a auto
defesa, traz implícita a moral: Ajuda-te e Deus te ajudará. Foi composto, de
fato, durante a época do Segundo Templo, quando os judeus viviam em seu próprio
país, como súditos de uma nação estranha; e a intenção que animou seu autor foi,
sem dúvida, a de estimular em seus compatriotas o espírito de luta contra o
senhor estrangeiro. Com o exemplo desse venturoso episódio de seu passado
imediato, pretendia infundir em seus contemporâneos a confiança em suas
próprias forças e a fé numa libertação próxima.
Celebração
religiosa
Precede a festa um dia de jejum,
chamado jejum de Ester como recordação do perigo de vida que correram os judeus
daquele tempo, nesse dia. O traço distintivo do ofício religioso de Purim é a
leitura do livro de Ester - Meguilá - e a oração de Purim, de agradecimento
pela milagrosa derrota de Hamán.
Lê-se também o capítulo do Êxodo,
que relata a luta contra os amalecitas, pois a tradição faz Haman descendente
daqueles inimigos de Israel.
É uso desenrolar-se a Meguilá e dobrá-la
em quatro, imitando a carta que Mordechai enviou a todas as províncias,
proclamando, pela primeira vez, a festa de Purim na Pérsia. Sua leitura dá
lugar a comentários buliçosos dos ouvintes. Quando se pronuncia o nome de
Haman, ao começar o terceiro capítulo, a indignação das crianças se exterioriza
em tocar matracas, que se repetem toda vez que o detestado nome é mencionado.
Mordechai convidou os judeus a
dar esmola aos pobres, e hoje em dia ao entrar na sinagoga, na véspera de
Purim, cada um deposita seu óbolo numa bandeja, e o dinheiro assim coletado se
destina a obras de caridade.
3. TRADIÇÕES
Entre a família, a celebração de Purim caracteriza- se por
duas tradições, a saber: mishloach- manot e seudá.
a) Mishloach – manot
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Costuma-se mandar presentes aos familiares e amigos, como
doces, frutas, e sobremesas.
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b) Seudá
Consiste em ingerir o vinho, como recordação dos banquetes
de Assuero e Ester, essa bebida deve correr generosamente nas ceias de Purim.
Atualmente, usa- se dar donativos pessoais, sob forma de dinheiro ou de artigos
de primeira necessidade.
Por causa destes donativos chega também às casas humildes um
pouco de alegria de Purim.
c) A ceia de Purim
Consiste em uma refeição de caráter festivo, composta de pão
feito com passas, uvas e açafrão. Com a sopa são servidos os creplach, porém o prato predileto são os
homentash, que são comidos por
último, são doces recheados com uma mistura de mel e sementes de papoulas.
d) Festas
Festas e alegria são mencionadas na Meguilá. Costuma-se
preparar celebrações festivas para comemorar Purim.
e) Fantasias
Atualmente comemora-se nas escolas Purim com a realização de
uma festa de fantasia, podendo também usar máscaras.
f) Máscaras
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O uso de máscaras teve origem na França, onde usava-se
máscaras de personagens bíblicos.
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4. SÍMBOLOS
Os símbolos de Purim são:
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Purim: Símbolo
de festa de libertação judaica.
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Leitzan: palhaço
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Oznei-Haman:
doces
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Raashan:
Reco-reco
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Masechá:
máscaras
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